Rodada final do objeto interativo

Ao discutir novamente, meu grupo decidiu manter as mesmas estratégias explicadas no post anterior, visto que ficaram claras e bem amplas, dando um bom leque de possibilidades para que cada integrante aprimorasse seu objeto de acordo com sua própria perspectiva.

No meu caso, o conceito que me guiou foi a "harmonia". Percebi que o que eu tinha feito não parecia "um objeto em sua unidade", mas sim "peças de papelão unidas e decoradas". Eu queria fazer um objeto no qual cor, forma e material estivessem em sintonia, dialogassem um com o outro. Tentei fazer com que todas as partes e suas características se incorporassem, dando uma experiência mais inteligível para quem interagisse com elas (no sentido da pessoa sentir/perceber algo mais específico - no caso seria um sentimento de suavidade, leveza, até mesmo uma certa fofura).

Meu processo criativo foi um turbilhão, meio que todas as ideias vieram ao mesmo tempo, mas vou tentar escrevê-las em sequência aqui para que vocês possam entender:

1) Decidi mudar a forma: percebi que tinha feito uma criação extremamente geométrica porque me inspirei em artistas como Lygia Clark e Amílcar de Castro mas, na realidade, ao refletir mais, pensei comigo mesma que seria muito mais interessante montar um objeto de bordas curvas e irregulares. Ao explorar meus próprios gostos pessoais, vi que formatos que fugiam do geométrico eram bem mais "a minha cara", que eu preferiria trabalhar com eles do que com triângulos e quadrados. O design que escolhi, na minha opinião, dá uma certa impressão de sutileza, airosidade, amenidade.

2) Para conseguir recortar tal forma, o papelão era insuficiente: duro demais, além de sua textura não combinar com a sensação de suavidade e leveza que eu queria passar. Então, escolhi o EVA como material, pois é macio o suficiente para passar uma percepção agradável ao toque e resistente o bastante para ser montado em peças.

3) Selecionei uma paleta de cores que ficasse em harmonia com o objeto: vi que no meu protótipo muitas pessoas, inclusive eu, gostaram do fato de ele ser colorido. Mantive esse aspecto que chama a atenção do sentido da visão (o que inclusive cumpre uma das estratégias definidas) mas, dessa vez, em uma tentativa de unir mais o todo, escolhi tons "suaves", um pouco pastéis, que evocam a própria sensação de maciez e brandura do EVA. 

Aqui está o link do Drive do vídeo que mostra a interação: Vídeo final obj int

Obs.: faço dessa maneira porque não consegui botar o vídeo nessa própria página de postagem através das ferramentas do blog. Percebi hoje que a mesma falha ocorreu no post anterior, então o corrigi e substituí o arquivo de vídeo do protótipo pelo link correspondente no Drive.


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